Muitas pessoas acham que para dar a volta ao mundo e viajar por vários meses é preciso ter muita grana. Economizar muito dinheiro, ser milionário ou vender o apartamento para bancar as despesas.

A verdade é que o gasto total de qualquer viagem, seja de uma semana seja de um ano, depende do perfil do viajante. Tem quem prefere (e pode se dar ao luxo) só se hospedar em hotéis e andar de táxi pelos lugares. Mas tem também aqueles que escolhem um estilo mochileiro para viajar, economizando cada centavo com caronas, couchsurfing e muito miojo.

Posso dizer que estou num meio termo: escolhi muitas vezes viajar de avião mesmo pagando mais caro, mas também não me importo de me hospedar num albergue e dividir o quarto com outros viajantes.

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Nos últimos meses viajando, acumulei algumas experiências importantes na arte de economizar dinheiro. As minhas cinco dicas mais importantes são:

Albergues ao invés de hotéis

É claro que se hospedar em albergues pode não ser tão conveniente para quem gosta de um pouco mais de privacidade ou está viajando com a namorada(o), mas para quem prioriza economizar com hospedagem é talvez a melhor opção.

Os hostels foram, até agora, a minha mais frequente escolha, em quase 100% dos países que visitei durante minha volta ao mundo. Além de você economizar no quarto, muitas vezes eles ainda oferecem café da manhã incluso na diária. Pode não ser aquela fartura de um hotel, mas é sempre o suficiente para forrar o estômago antes do primeiro passeio do dia.

Cozinhar a própria comida

Almoçar ou jantar em um restaurante é das melhores diversões quando estamos viajando, mas quando se está na estrada há muito tempo é fácil perceber que nenhum orçamento resiste a este tipo de regalia.

A alimentação pode ser facilmente um dos principais gastos numa viagem de longo prazo, por isso, sempre que posso procuro um bom supermercado na cidade e garanto o que vou precisar comer pelos próximos três ou quatro dias.

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Casa de amigos quando possível

Confesso que me considero um grande sortudo por ter amigos quem moram em outros países e que não pensaram duas vezes em oferecer um quarto quando disse que os visitaria durante minha viagem. Pessoas incríveis que permitiram que eu “invadisse” suas casas por alguns dias, enquanto conhecia a cidade.

Claro, em nenhum momento dei como certo que seriam lugares grátis para ficar, mas naturalmente perguntei da possibilidade em me receber e tentei ser o melhor hóspede possível, com educação, simpatia e muitos “obrigados”.

Free stuff

Para quem acha que viajar é só gastar e gastar, com certeza vai se surpreender com a quantidade de coisas grátis que é possível fazer por aí. Principalmente nas cidades grandes, atividades gratuitas são oferecidas o tempo todo para atrair cada vez mais turistas, que assim impulsionam a economia local comprando nas lojas, comendo nos restaurantes e se hospedando nos hotéis.

Os passeios que se faz caminhando pela cidade (mundialmente chamados de Free Walking Tours) são ótimos para se conhecer um novo lugar logo no primeiro ou segundo dia. Mesmo que muitos aceitem uma contribuição em dinheiro, o valor fica a seu critério.

Todo grande museu que se preze tem um dia grátis na semana ou no mês. Isso acontece em Nova York, Londres, Paris, Barcelona e em muitas outras cidades.

Fora isso, você pode aproveitar parques, praias, praças e muitos outros lugares públicos que na maioria das cidades são, inclusive, cartões-postais.

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Andar a pé e usar o transporte público

Sempre que visito uma nova cidade, tento escolher uma hospedagem próxima dos principais lugares que quero conhecer. O motivo é simples: ter a possibilidade de caminhar. Além de economizar com o transporte, você ainda tem o privilégio de ver e sentir as ruas, os prédios e o comércio local com muito mais profundidade do que se estivesse dentro de um veículo fechado.

Quando as distâncias entre os pontos de interesse passam a ser de muitos quilômetros, a primeira opção é o transporte público. Se você viaja para a América do Norte ou para a Europa, nem precisa se preocupar. Basta seguir as indicações do Google Maps e ser feliz.

Mas é possível economizar mesmo em cidades onde o trânsito é caótico e o transporte de passageiros não é muito exemplo de qualidade. Em Bangkok, por exemplo, onde o táxi costuma ser um pesadelo para turistas desavisados, encarar os ônibus antigos da cidade pode ser um alívio enorme na hora de pagar pela passagem. Na minha última visita por lá, uma viagem até o aeroporto que resultaria numa conta de R$ 60, ficou em apenas R$ 2 porque troquei o táxi por dois ônibus.

No final das contas (sem trocadilhos) o que vale mais de toda essa economia é ter a oportunidade de visitar mais lugares e fazer mais atividades legais. Por que não tentar? Ou será que aquele upgrade na passagem de avião, só para ter mais espaço para as pernas, é realmente mais importante do que um ou dois dias a mais de hospedagem, por exemplo, em Bali?