O nome não é dos mais simples de pronunciar, tampouco pode se dizer que é um dos destinos turísticos mais conhecidos para os brasileiros. Porém, para os europeus, Dubrovnik, no sul da Croácia, é local certo para uma viagem inesquecível.

Todos os anos, milhares de pessoas de vários países do Velho Continente viajam até a chamada pérola do Adriático para aproveitar o que de melhor a cidade croata tem a oferecer: boa comida, praias paradisíacas, natureza em abundância e muita história acumulada desde a sua fundação no século VII.

O ano de origem entrega sua principal atração: as muralhas da cidade antiga. Quem chega à cidade vindo do aeroporto, passando por curvas sinuosas, ganha uma privilegiada vista panorâmica da atração. Ao se aproximar mais, telhados vermelhos e ruas estreitas onde carros não tem vez dão o tom particular da visita.

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Mas não se engane com a beleza do centro amuralhado de Dubrovnik. Infelizmente, nem tudo são flores na rica história da cidade. Além do terremoto que a destruiu no século XVII, tudo ali foi bombardeado há duas décadas por forças militares da Sérvia e Montenegro, em razão da fragmentação da Iugoslávia. Algumas marcas dos estragos ainda estão por lá, nas paredes e nas galerias que mostram fotografias da época.

A principal entrada da cidade antiga, conhecida como Pile Gate, oferece aos visitantes a chance de se sentir em um filme medieval. Na rua principal, em frente ao portão e conhecida como Stradun, centenas de turistas curtem os diversos cafés, restaurantes e sorveterias enquanto andam pelo chão de mármore e admiram a curiosa fachada dos prédios, com simpáticas portas e janelas interligadas entre si.

Stradun é só uma parte da Old Town. Em ambos os lados, o melhor é ir caminhando sem rumo e se perder nas ruazinhas com travessas e escadas íngremes. São mais de 4 mil degraus espalhados pelo centro histórico.

Após subir alguns deles, aproveite para recuperar a energia e matar a sede na Fonte Onófrio. Assim como acontece na Fontana di Trevi, em Roma, beber água ali é certeza de retonar à cidade no futuro próximo. Pelo menos é o que diz a lenda.

Se não for embarcar em um dos tour oferecidos pelos guias locais (a série Game of Thrones tem alguns bem concorridos), ande até o porto antigo, escolha um restaurante ou simplesmente aproveite a vista para o mar, na companhia de algum dos gatos moradores da cidade.

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Outro locais dentro da muralha que valem a visita são o Palácio Sponza, a Igreja de São Brás, a Catedral de Dubrovnik, o Mosteiro Franciscano e a farmácia da Igreja São José, fundada em 1300 e, portanto, a mais antiga da Europa ainda em funcionamento.

Isso tudo só dentro dos limites da cidade antiga de Dubrovnik. Do lado de fora, muitas outras atrações incríveis aguardam pelos visitantes e merecem um post especial, como as muralhas da cidade, a Fortaleza de Lovrijenac, a Ilha de Lokrum, o Monte Srd e a praia de Banje.

Conversando com um amigo, que por coincidência também visitava a cidade, ouvi dele a seguinte indagação: “O que fazem as pessoas que moram em Dubrovnik? Se eu vivesse aqui, teria um barco e ganharia a vida vendendo cerveja e água nas praias”.

Uma promissora ideia de negócio? Podemos dizer que sim. Se daria certo? Não sei. A única certeza que ficou assim que deixei a cidade foi que, em Dubrovnik, uma cidade rica em história e cultura, onde se come tão bem e se aproveita o sol e o mar de águas tão claras, o que as pessoas fazem de mais importante é apenas viver.