Se você reparar bem, viajar sem uma companhia permanente na maioria das vezes é algo que não planejamos. Simplesmente acontece e é fácil entender porque preferimos ter uma boa parceria: gostamos de compartilhar experiências, das pequenas até as mais relevantes. É divertido e você sempre tem alguém ali do seu lado para dar um suporte eventual ou até para tomar uma decisão qualquer no seu lugar.

Mas você já pensou na possibilidade de viajar sozinho? Na Europa e na América do Norte, viagens solitárias já são práticas bem comuns, entre pessoas de diferentes idades. Em poucos dias visitando algumas cidades nestes dois continentes, tive a oportunidade de conhecer “solo travelers” de diversos países, como Canadá, Holanda, Alemanha, Espanha, Estados Unidos. Até da China! São pessoas que certamente – e em poucos dias – mergulharam muito mais fundo na cultura de um país e, além disso, se descobriram para novos aprendizados e maneiras de pensar.

Hoje tudo está muito mais tranquilo para o viajante solo. A facilidade de se encontrar na internet informações confiáveis sobre os destinos é um grande encorajador para quem opta por viajar sem uma companhia fixa. Fora que praticamente toda grande cidade pode ser considerada um centro turístico em potencial, o que torna seus moradores mais acostumados a receberem visitantes. E pode ter certeza que existem inúmeras outras vantagens.

Primeiro, a liberdade de escolhas e de horários. Imagine desembarcar no destino tão esperado e não depender de absolutamente ninguém para decidir o que visitar, onde comer ou quanto tempo ficar apenas ali sentado na praça principal, observando o ritmo das pessoas, de quem está se divertindo ou de quem está na correria do dia a dia. É uma chance única de realmente sentir como a cidade funciona e se movimenta.

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Aguçando sua curiosidade

Ao viajar sozinho, logo nos primeiros dias você tem a chance de aguçar sua curiosidade, visitar lugares menos turísticos e fazer passeios menos óbvios. Tem o privilégio de treinar ou apenas “arranhar” o idioma local, já que você vai precisar muitas vezes se virar em situações cotidianas, como achar um simples endereço ou escolher um prato no cardápio do restaurante.

Agora, os viajantes que citei no início do texto são a prova de que viajar sozinho não é sinônimo de viajar solitário. Sempre vai ter alguém com quem conversar, seja na rua, numa loja, parque, com moradores ou visitantes. É um ótimo exercício de sociabilidade, você se coloca em uma posição mais amigável, mostra interesse por outras pessoas.

E se você quer se enturmar logo, nada melhor do que se hospedar em um hostel, onde a rotatividade de viajantes é bem alta, assim como a chance de você conhecer pela primeira vez alguém de um país bem distante.

Cresça e apareça!

Ao viajar sozinho para qualquer lugar, você rapidamente percebe que uma das grandes vantagens é o crescimento pessoal conquistado. E ele vem em grande escala e num curto período de tempo. Mesmo numa viagem de longo prazo, você rapidamente descobre como faz diferença aproveitar cada segundo de cada lugar visitado. E a responsabilidade por isso é apenas sua. Neste momento você tem a chance de se tornar alguém melhor, mais espontâneo com as pessoas, mais compreensível com as diferenças culturais e menos preso aos preconceitos adquiridos no país de origem.

Minha dica é: viaje sozinho e tenha a certeza de encontrar a si mesmo. No mínimo, lembre-se de que faz bem para todo mundo um tempo de introspecção, para relembrar os próprios valores, recarregar as energias e, no final das contas, dar mais valor a quem ficou torcendo por você.